• Filmes
  • Poemas e Crônicas
  • Livros
    • Category
    • Category
    • Category
Tecnologia do Blogger.
facebook twitter instagram pinterest bloglovin Email

Mundo das coisas, pessoas, palavras e imagens



Drácula: A História Nunca Contada (Dracula Untold). EUA, 2014. De Gary Shore. Com Luke Evans e Dominic Cooper.


Vlad Tepes (Luke Evans) nasceu na Transilvânia, mas quando menino foi entregue aos turcos otomanos para servir ao Sultão como guerreiro de elite. Depois de ter ganho o alcunha de "O Impalador", por sua crueldade nas batalhas servindo aos turcos, passou a governar a Transilvânia, como vassalo do Sultão. Isto é História.

Drácula - o vampiro - surge a partir de uma criatura amaldiçoada, capaz de derrotar exércitos, que vive numa caverna na Transilvânia, condenada à eternidade à escuridão e a se alimentar de sangue humano. Para acabar com a maldição, deve passá-la a um sucessor - que deve ser valente, mal e disposto a sacrificar-se. O vampiro verá em Vlad um ótimo sucessor. Isto é Ficção.

O contexto histórico em que o vampiro é posto é bacana, mas a idéia não foi bem aproveitada. Existem muitos clichês, como a reafirmação da família pai-esposa-filho, os turcos como causadores de todo o mal, etc., que não ajudam. Tampouco a produção, pobrezinha, ajuda. Aliás, a mistura de histórias de vampiro com outras têm sido uma obsessão de Hollywood, e os resultados pífios, vide "Drácula 2000, "Anjos da Noite", "Van Helsing"... Nesse drácula de agora vi muito de Senhor dos Anéis e 300 de Esparta, mas nada que justifique o subtítulo do filme.


Cotação: Ãª(regular)

Share
Tweet
Pin
Share
No comentários



Relatos Selvagens (Relatos Salvajes). Argentina/Espanha, 2014. De Damián Szifron. Com Ricardo Darín.


Em seis histórias curtas, o diretor e roteirista Damián Szifron conta situações em que os personagens deixam a racionalidade de lado e agem guiados pelo instinto. Daí o título do filme é adequadíssimo: "relatos" é algo eminentemente racional, planejado, humano; já "selvagens" remete ao instinto animal e ao ilógico. O resultado dessa combinação varia entre o trágico e o absurdo, mas é sempre imprevisível, tal como quando você prova pela primeira vez uma comida exótica, tipo, escorpiões assados e gratinados na China.

Algumas histórias são dramáticas, pesadas, enquanto outras puxam mais para a comédia - a primeira, como exemplo, é divertida e muito bem conduzida. O comum às seis é o humor negro. È nessa categoria que o filme se encaixa.

Destaques para a apresentação dos créditos iniciais, que mostram fotos de animais ao som de excelente composição. No elenco, ótimo, o destaque é Ricardo Darín, no episódio do "homem-bomba".


Cotação: ÃªÃªÃªÃª (excelente)
 
Share
Tweet
Pin
Share
No comentários


Nebraska (Idem). Estados Unidos, 2013. De Alexander Payne. Com Bruce Dern, Will Forte e June Squibb.


Filme mostra pessoas comuns em busca de uma redenção simples     


Confesso que não assisti "Sideways" nem "Os Descendentes", mas "As Confissões de Schimidt" e este "Nebraska" já me fizeram admirador do cinema de Alexander Payne. Seus filmes giram em torno de pessoas comuns, que buscam redenções simples. De forma hábil, o diretor e roteirista insere comédia em situações dramáticas, retratando a vida patética no meio-norte dos Estados Unidos, numa linha que vai do Idaho a Nebraska, passando por Dakota do Norte, Dakota do Sul, Montana e Wyoming.

Em "Nebraska", Bruce Dern - ganhador da Palma de Ouro em Cannes de Melhor Ator e indicado ao Oscar - é Woody Grant, idoso "mais pra lá que pra cá" que acredita ter ganho US$ 1 milhão a partir de um anúncio numa revista. Para receber o prêmio, precisa ir até Lincoln, Nebraska, levar o papel, contra a vontade da mulher e dos filhos, que sabem que tal prêmio não passa de isca para que idosos assinem revistas.

A partir de então, o diretor mostra de forma bem-humorada, sensível e terna a fragilidade da velhice e o amor de um filho por seu pai. O elenco é um dos pontos altos do filme - assim como o roteiro de Bob Nelson. June Squibb foi injustiçada ao não ser premiada com o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante como Kate, a esposa língua-de-cobra de Woody. Will Forte, que faz seu filho David, também foi injustiçado ao sequer ser lembrado para a categoria de Ator Coadjuvante. Coisas da Academia...

O roteiro de Bob Nelson, inteligente e certeiro, foi também indicado ao Oscar, mas perdeu para "Ela", de Spike Jonze.

O único senão vai para a fotografia em preto-e-branco. Não compreendi por que optou-se por ela. Adoraria ter visto as cores dos personagens e da paisagem.


Cotação: ÃªÃªÃªÃª (excelente)

 
Share
Tweet
Pin
Share
No comentários


Guantanamera (Idem). Alemanha/Cuba/Espanha, 1995. De Tomás Gutiérrez Alea e Juan Carlos Tábio. Com Carlos Cruz, Mirtha Ibarra e Jorge Perugorría.


As dificuldades para enterrar um morto na burocracia cubana são o mote do filme


Tomás Gutierrés Alea (1928-1996) dirigiu "Memórias do Subdesenvolvimento", em 1968, e é de longe o grande diretor cubano. Quase trinta anos depois, lançou "Morango & Chocolate", indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro e, logo depois, este "Guantanamera". Todos os três filmes estão intimamente relacionados com o país e o comunismo lá implantado por Fidel Castro. Para entender a filmografia do diretor, portanto, é preciso se familiarizar com o país de Fidel.

Em "Guantanamera", uma senhora morre e seu corpo deve ser transportado de leste a oeste do país, mas o traslado passa por uma série de percalços. Carlos Cruz interpreta Adolfo, burocrata agente funerário do governo, e Mirtha Ibarra é Georgina, sua esposa, sobrinha da falecida. Jorge Perugorría é Mariano, um caminhoneiro conquistador, oposto ao gay que fez em "Morango & Chocolate".

O cortejo fúnebre percorre o país e ressalta as peculiaridades de um regime que não tem nada a ver com sua população. Os prédios em estado decrépito, a escassez de comida, os carros velhos e a burocracia governamental emperradora contrastam com um povo alegre e vivaz. Uma característica do diretor Gutierréz, mantida em sua parceria com Juan Carlos Tábio, é dedicar-se a personagens e, a partir deles, retratar a situação cubana. E assim Gutiérrez questiona: o regime comunista ainda é bom para o país, para o povo cubano?

A resposta é clara: não. Situações quase surreais, dignas de Salvador Dalí e Luís Buñuel, são provocadas por um regime avesso à realidade. A população cubana está envelhecida, cansada, mas não deixa de aproveitar o que a vida tem de bom. Um conto dentro do filme diz que em determinado lugar, as pessoas não morriam, e aquelas que iam nascendo ficavam presas aos desmandos dos mais velhos, de milhares de anos. Até que Deus atendeu ao pedido dos mais jovens e mandou um dilúvio, que matou os mais velhos e acabou com a imortalidade, deixando a terra para as crianças e jovens. Trata-se de um recado direto a Fidel que, à altura do filme, já estava há 40 anos no poder. Em outras palavras, é tempo de "El Comandante" vestir o pijama e passar o comando do país às novas gerações...

Adolfo representa o típico comunista desumano da ilha, contraposto à sua esposa, de visão mais ampla. Os mais velhos representam o amor à vida e o saudosismo de uma ilha que, apesar de tudo, é amada pelos habitantes.

O filme é intercalado pela clássica canção "Guantanamera", que, à medida que toca, nos conta um pouco mais sobre os personagens. Não poderia haver trilha sonora melhor.

A cena final é perfeita, perfazendo uma alegoria: a chuva e a renovação que ela traz.


Cotação: ÃªÃªÃªÃª (excelente)


Share
Tweet
Pin
Share
1 comentários
Newer Posts
Older Posts

Sobre mim:

About Me

Um rapaz formado em Direito, estudante de História, que trabalha em banco e escreve livros de RPG".

Follow Us

  • facebook
  • twitter
  • instagram
  • Google+
  • pinterest
  • youtube

Postagens recentes

Facebook

Arquivos do blog

  • dezembro 2017 (3)
  • novembro 2017 (7)
  • outubro 2017 (5)
  • setembro 2017 (3)
  • agosto 2017 (9)
  • julho 2017 (7)
  • junho 2017 (9)
  • maio 2017 (8)
  • abril 2017 (5)
  • fevereiro 2017 (2)
  • janeiro 2017 (2)
  • dezembro 2016 (1)
  • novembro 2016 (2)
  • setembro 2016 (9)
  • agosto 2016 (6)
  • junho 2016 (1)
  • maio 2016 (1)
  • abril 2016 (3)
  • março 2016 (3)
  • fevereiro 2016 (3)
  • janeiro 2016 (2)
  • outubro 2015 (3)
  • setembro 2015 (4)
  • julho 2015 (5)
  • junho 2015 (1)
  • maio 2015 (1)
  • abril 2015 (1)
  • março 2015 (5)
  • fevereiro 2015 (1)
  • janeiro 2015 (4)
  • dezembro 2014 (2)
  • novembro 2014 (2)
  • outubro 2014 (3)
  • setembro 2014 (1)
  • agosto 2014 (1)
  • maio 2014 (1)
  • março 2014 (1)
  • fevereiro 2014 (2)
  • janeiro 2014 (3)
  • novembro 2013 (1)
  • setembro 2013 (1)
  • agosto 2013 (3)
  • julho 2013 (5)
  • junho 2013 (2)
  • abril 2013 (4)
  • março 2013 (1)
  • fevereiro 2013 (2)
  • janeiro 2013 (4)
  • dezembro 2012 (3)
  • novembro 2012 (4)
  • outubro 2012 (4)
  • agosto 2012 (4)
  • julho 2012 (2)
  • junho 2012 (4)
  • maio 2012 (4)
  • abril 2012 (1)
  • março 2012 (2)
  • janeiro 2012 (6)

Created with by ThemeXpose | Distributed by Blogger Templates